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Por que a nuvem é importante para a sua Cadeia de Abastecimento?

Atualizado: Jul 21



O conceito de cadeia de abastecimento ou supply chain evoluiu bastante nos últimos anos. E mais recentemente a tecnologia vem direcionando esta evolução. Coincidentemente esta mesma tecnologia também vem impactando o comportamento dos consumidores de produtos e serviços proporcionados por esta cadeia de abastecimento. Considere agora que segundo o Professor Martin Christopher da Cranfield University a competição já não ocorre mais apenas entre empresas e sim entre cadeias de abastecimento. Portanto para entregar aos clientes e consumidores com excelência é preciso garantir a máxima sincronização entre os diversos players da cadeia. Não é suficiente ter a melhor estrutura de entrega se, por exemplo, o relacionamento com os fornecedores de matéria prima não é sincronizado gerando altos custos de armazenagem e distribuição.


As cadeias de abastecimento estão cada vez mais fragmentadas e com diversos participantes. Vamos focar esta série de artigos em alguns destes participantes, notadamente nos mais importantes elementos do chamado backoffice. O primeiro, é o sistema ERP (enterprise resource planning) que suporta, basicamente, diversos processos e atividades transacionais da empresa como contas a pagar, gestão de estoques e os cadastros mestres como clientes e materiais entre outras inúmeras funções. O segundo, que vamos tratar em outro post, é a gestão de transportes da empresa, normalmente suportada pelo sistema TMS (transportation management system).


Migrar seu ERP para a nuvem (cloud computing) e a jornada para a tranformação digital.


O sistema ERP já se tornou um pré-requisito para a boa gestão de qualquer empresa uma vez que sem ele os processos tornam-se pouco produtivos e muito mais complexos. Uma empresa é uma coleção de processos e sua execução de forma integrada é condição básica para uma boa gestão. E como aumentar esta integração? Um bom caminho a ser seguido é a mudança da infraestrutura de suporte ao ERP para um ambiente cloud. Neste modelo, conhecido como SaaS (software as a service), o software passa a ser executado no ambiente de um provedor especializado e não mais em um data center da empresa. Esta mudança vai proporcionar uma série de benefícios no sentido da redução de custos de infraestrutura de TI (tecnologia da informação) entre outros. Neste momento fica claro a importância de escolher bons fornecedores seja do próprio sistema ERP, seja do provedor do ambiente cloud. Engana-se quem considera que estas escolhas não vão impactar a sua cadeia de abastecimento. É preciso considerar uma visão holística e como foi dito no início do texto as cadeias de abastecimento mais eficazes são as que vão prevalecer a intensa competição no novo ambiente de negócios pós pandemia. É neste sentido que a execução de parte dos processos de back office com eficácia vai gerar outros benefícios, nem sempre tangíveis, como permitir que a área de TI passe a atuar de forma mais estratégica sem se preocupar diretamente com questões de segurança da informação ou atualizações do software. Vale ressaltar que a migração de uma aplicação para o ambiente cloud não torna obrigatória a migração de todas as aplicações. É perfeitamente possível conviver com ambientes híbridos onde parte das aplicação são executadas na cloud e outra parte no data center da empresa. No final das contas trata-se de uma decisão estratégica que pode ser conferida no artigo publicado pela Mckinsey: “Debunking seven common myths about cloud”. A pergunta que precisa ser respondida é qual opção vai gerar mais valor para o negócio, ou em última análise, para o cliente.


A migração para a nuvem é um projeto da empresa e não apenas um projeto de TI


As vantagens não param por aí. Assim como a TI, as demais áreas de negócio também obtém inúmeras vantagens, como por exemplo a facilidade de integrar outras aplicações do tipo SaaS ao ERP sendo executado em cloud. Considere ainda aplicações móveis que poderão acessar o ERP, com segurança, através da internet para, por exemplo, aprovar um pedido de compra ou autorizar uma mudança no plano de produção. Esses benefícios vão se refletir em um back office mais dinâmico que por sua vez vai levar a um melhor atendimento ao cliente final.


Finalmente é importante considerar que a cadeia de abastecimento desempenha uma função estratégica. Portanto sua evolução deve fazer parte da estratégia da empresa e constar como apenas uma meta do principal gestor da área. Definir um conjunto de iniciativas e traçar um roadmap de implementação baseado em geração de valor para o negócio é um dos primeiros passoas a serem considerados neste momento.